Google Ads ou Meta Ads: qual faz mais sentido para a sua indústria?
É a pergunta que mais ouço de dono de indústria. A resposta curta: os dois fazem trabalhos diferentes. O Google captura quem já está procurando; o Meta coloca a sua marca na frente de quem ainda vai procurar.
A diferença está na intenção
No Google, o comprador digita o que precisa: “fornecedor de peças usinadas”, “fabricante de embalagem PET”. A necessidade já existe e ele está comparando fornecedores. Por isso, o lead do Google tende a ser mais quente e mais perto da cotação.
No Meta (Facebook e Instagram), ninguém está procurando fornecedor. A pessoa está rolando o feed. O anúncio interrompe, apresenta a sua empresa e planta a ideia. O lead costuma ser mais frio, mas o alcance é maior e o custo por contato, menor.
Quando começar pelo Google Ads
- Existe busca pelo que você fabrica (nome técnico, aplicação, “fornecedor de…”).
- O comercial precisa de oportunidades no curto prazo.
- A verba é limitada e precisa ir para o contato mais quente primeiro.
- Você vende um produto que o comprador já sabe que precisa.
Na maioria das indústrias que atendo, o Google é o ponto de partida. Mostro a estrutura de campanha em Google Ads para indústrias.
Quando o Meta Ads entra na frente
- O produto é novo ou pouco pesquisado, e o mercado ainda não sabe que ele existe.
- O cliente ideal é fácil de descrever por cargo, setor ou interesse, mas não pesquisa no Google.
- O ciclo de venda é longo e a marca precisa ficar presente por meses.
- Você já tem tráfego no site e quer fazer remarketing para quem visitou e não pediu orçamento.
Detalhes de públicos, criativos e formulários em Meta Ads para indústrias.
Comparação lado a lado
- Intenção do contato: Google alta (já procura); Meta baixa a média (descobre você).
- Volume de contatos: Google limitado ao que é pesquisado; Meta maior, mas exige filtro.
- Custo por contato: Google costuma ser mais alto; Meta mais baixo.
- Qualidade média: Google mais perto da cotação; Meta depende muito do formulário e do público.
- Papel no funil: Google captura demanda; Meta cria demanda e faz remarketing.
Como dividir a verba entre os dois
Uma divisão comum para começar é colocar a maior parte no Google, enquanto ele ainda tem buscas relevantes para atender, e uma parte menor no Meta, focada em remarketing e em públicos bem definidos. Depois de dois ou três meses, a divisão passa a seguir os números: o canal com menor custo por oportunidade qualificada recebe mais verba.
Repare na métrica: custo por oportunidade, não custo por lead. O Meta quase sempre ganha no custo por lead e pode perder na hora de virar cotação. Explico a conta em custo por lead na indústria, e o cálculo da verba em quanto investir em Google Ads B2B.
Resumo
- Google captura quem já procura; Meta cria demanda e lembra quem já visitou.
- Comece pelo Google quando existe busca pelo que você vende.
- Use o Meta para remarketing, produtos pouco pesquisados e ciclos longos.
- Divida a verba pelo custo por oportunidade qualificada, não pelo custo por lead.