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Google Ads ou Meta Ads: qual faz mais sentido para a sua indústria?

É a pergunta que mais ouço de dono de indústria. A resposta curta: os dois fazem trabalhos diferentes. O Google captura quem já está procurando; o Meta coloca a sua marca na frente de quem ainda vai procurar.

Por João Bruno Marcolino · Publicado em · 6 min de leitura

A diferença está na intenção

No Google, o comprador digita o que precisa: “fornecedor de peças usinadas”, “fabricante de embalagem PET”. A necessidade já existe e ele está comparando fornecedores. Por isso, o lead do Google tende a ser mais quente e mais perto da cotação.

No Meta (Facebook e Instagram), ninguém está procurando fornecedor. A pessoa está rolando o feed. O anúncio interrompe, apresenta a sua empresa e planta a ideia. O lead costuma ser mais frio, mas o alcance é maior e o custo por contato, menor.

Quando começar pelo Google Ads

  • Existe busca pelo que você fabrica (nome técnico, aplicação, “fornecedor de…”).
  • O comercial precisa de oportunidades no curto prazo.
  • A verba é limitada e precisa ir para o contato mais quente primeiro.
  • Você vende um produto que o comprador já sabe que precisa.

Na maioria das indústrias que atendo, o Google é o ponto de partida. Mostro a estrutura de campanha em Google Ads para indústrias.

Quando o Meta Ads entra na frente

  • O produto é novo ou pouco pesquisado, e o mercado ainda não sabe que ele existe.
  • O cliente ideal é fácil de descrever por cargo, setor ou interesse, mas não pesquisa no Google.
  • O ciclo de venda é longo e a marca precisa ficar presente por meses.
  • Você já tem tráfego no site e quer fazer remarketing para quem visitou e não pediu orçamento.

Detalhes de públicos, criativos e formulários em Meta Ads para indústrias.

Comparação lado a lado

  • Intenção do contato: Google alta (já procura); Meta baixa a média (descobre você).
  • Volume de contatos: Google limitado ao que é pesquisado; Meta maior, mas exige filtro.
  • Custo por contato: Google costuma ser mais alto; Meta mais baixo.
  • Qualidade média: Google mais perto da cotação; Meta depende muito do formulário e do público.
  • Papel no funil: Google captura demanda; Meta cria demanda e faz remarketing.

Como dividir a verba entre os dois

Uma divisão comum para começar é colocar a maior parte no Google, enquanto ele ainda tem buscas relevantes para atender, e uma parte menor no Meta, focada em remarketing e em públicos bem definidos. Depois de dois ou três meses, a divisão passa a seguir os números: o canal com menor custo por oportunidade qualificada recebe mais verba.

Repare na métrica: custo por oportunidade, não custo por lead. O Meta quase sempre ganha no custo por lead e pode perder na hora de virar cotação. Explico a conta em custo por lead na indústria, e o cálculo da verba em quanto investir em Google Ads B2B.

Resumo

  • Google captura quem já procura; Meta cria demanda e lembra quem já visitou.
  • Comece pelo Google quando existe busca pelo que você vende.
  • Use o Meta para remarketing, produtos pouco pesquisados e ciclos longos.
  • Divida a verba pelo custo por oportunidade qualificada, não pelo custo por lead.
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